Categoria: Notícias

12 de fevereiro de 2017

Nunca houve tantos modismos na dieta. Dieta sem glúten, sem lactose, sem gordura, sem carboidratos, sem nada que venha dos animais, e até dietas sem alimentos que contenham DNA (pedras, talvez).

Dieta e envelhecimento

A história de nossos antepassados é a da miséria. Dos 6 milhões de anos de nossa espécie, pelo menos 99,9% do tempo caçávamos, pescávamos, coletávamos frutos e raízes e disputávamos carcaças de animais com outros carnívoros famintos.

Há insignificantes 10 mil anos, o surgimento da agricultura criou a oportunidade de abandonarmos a vida nômade e armazenarmos víveres para a época das vacas magras.

Ainda assim, as epidemias de fome e a desnutrição chegaram até os dias atuais. Na metade do século passado, havia fome coletiva na França, Inglaterra, Alemanha e demais países da Europa deflagrada.

Comida farta só chegou à mesa de grandes massas populacionais depois da Segunda Guerra Mundial, graças à mecanização e aos avanços da agricultura e da tecnologia de conservação de alimentos. Hoje, um brasileiro de classe média tem acesso a refeições mais variadas e nutritivas do que as dos nobres nos castelos medievais.

A fartura trouxe o exagero. Um cérebro com circuitos de neurônios moldados em tempos de penúria não desenvolveu mecanismos de saciedade, capazes de frear os impulsos viscerais despertados pela fome, antes de nos empanturrarmos até passar mal de tanto comer.

Essencial à sobrevivência, quando precisávamos acumular reservas para os longos períodos de jejum que se sucediam, essa estratégia se voltou contra nós.

Ao mesmo tempo, vão distantes os dias em que gastávamos energia para alimentar a família. Pela primeira vez na história da humanidade, desfrutamos o privilégio de ganhar o sustento sentados em cadeiras confortáveis. A um toque de celular o disque-pizza nos entrega 5 mil calorias à porta, sem sairmos do sofá.

Fartura e sedentarismo, gula e preguiça criaram as raízes da epidemia de obesidade que assola o mundo. Novembro de 2016 foi o primeiro mês dos tempos modernos em que a expectativa de vida diminuiu em relação à do mês anterior, nos Estados Unidos.

Seguimos pelo mesmo caminho. A continuar nesse passo, a obesidade e a vida sedentária farão nossos filhos viver menos do que nós.

Sem disposição nem coragem para encarar a realidade de que comemos mais do que o necessário e andamos menos do que deveríamos, procuramos uma saída mágica que nos mantenha saudáveis.

Inventamos teorias mirabolantes que a internet divulga com tal velocidade, que se transformam em ideologias com manadas de defensores ardorosos: carne é veneno, nenhum animal adulto toma leite, glúten engorda e incha, suco de berinjela reduz colesterol, e tantas outras.

É desperdício de tempo e risco de perder amigos questionar essas crenças. Não adianta dizer que nossos antepassados não teriam sobrevivido não fosse a carne, que alimentos com glúten costumam conter carboidratos simples com índices glicêmicos elevados, que a coitada da berinjela jamais teve a pretensão de proteger alguém contra o ataque cardíaco e que onças adultas não tomam leite pela mesma razão que não bebem chope nem água encanada.

Para confundir ainda mais, estudos com resultados que exigiriam interpretações estatísticas cautelosas e confirmação em pesquisas mais elaboradas, ganham destaque nas mídias como se apresentassem conclusões definitivas. Num dia, o ovo é uma bomba de colesterol prestes a explodir as coronárias; no outro, asseguram que tem alto valor nutritivo. A carne de porco, que já foi a mãe de todos os males, está reabilitada; a de boi enfrenta suspeitas.

A confusão acontece porque esses estudos costumam ser observacionais. Neles, são analisadas as características dietéticas de uma população e as enfermidades que a afligem. Em ciência, publicações desse tipo são consideradas apenas geradoras de hipóteses. Para confirmá-las, são fundamentais os estudos prospectivos, randomizados, muito mais complexos, dispendiosos e demorados.

Perdido na selva de informações desencontradas, o que você deve fazer, leitor? Coma frutas, saladas e verduras com liberalidade; do resto, de tudo um pouco. Procure comer o que sua avó considerava comida.

Fonte: Drauzio Varella

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12 de fevereiro de 2017

Pessoas que vão viajar para áreas de risco ou surto da doença e não tomaram o imunizante devem procurar um posto médico até dez dias antes da viagem

O informe epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde nesta terça-feira (7) aponta que mais de mil casos suspeitos de febre amarela já foram notificados só este ano. Do total, 195 foram confirmados e 777 permanecem em investigação. A pasta também registrou 69 mortes decorrentes da infecção aguda.

Atualmente, são 19 Estados na área com recomendação permanente para a vacina. Entretanto, alguns municípios da Bahia, Espírito Santo e Rio de Janeiro que estavam fora dessa determinação foram classificados como área com recomendação temporária. Isso porque o vírus pode acabar se espalhando pelo País. Mas será que, com a chegada do carnaval e todas as viagens que os brasileiros costumam fazer, esse processo pode se intensificar e o vírus da febre amarela chegar até mesmo aos centros urbanos?

De acordo com Helena Sato, diretora técnica na Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, não há esse risco, mas é essencial o controle dos vetores, que são os seres vivos capazes de transmitir o vírus. Atualmente, a doença pode estar presente em macacos, nos mosquitos silvestres Haemagogus e Sabethes e em humanos, mas só os mosquitos podem, de fato, transmitir o vírus.

No caso da doença voltar aos centros urbanos, ela também poderia ser transmitida pelo mosquito Aedes aegypti , o mesmo da dengue, zika e chikungunya. Entretanto, os últimos casos de febre amarela urbana foram registrados em 1942 no Acre.

Como prevenir a propagação

Reinaldo de Menezes Martins, consultor cientifico sênior do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos) da Fiocruz, explica que a doença ocorre em ciclos, mas que não tem uma precisão matemática. Segundo o especialista, foram registrados surtos em 1998 e 1999 e, depois, em 2008 e 2009. Sendo assim, não se pode dizer que os novos casos são surpreendentes, avaliou.

“O problema é que as pessoas que deveriam ter sido vacinadas nesse intervalo não foram. E esta foi a causa do novo surto”, concluiu Reinaldo. Ele deu o exemplo de Minas Gerais, onde todo o problema começou. A cobertura vacinal no Estado era inferior a 50%, então mais da metade das pessoas em áreas de risco não estavam vacinadas. “Isto é um problema muito sério.”

Dra. Helena Sato explica que o imunizante contra a febre amarela deve ser tomado por pessoas que moram em área de risco ou então vão viajar para esses lugares.  Deste modo, se você vai passar o carnaval em uma cidade dentro da área de recomendação para a vacina e nunca tomou o imunizante, deve procurar um posto de saúde.

“Nós estamos, agora, olhando mais para Minas Gerais, mas não podemos nos esquecer das outras áreas de risco. Ela é como uma mancha que vai do Norte ao Sul do País”, afirmou a especialista. Já em São Paulo, a vacina deve ser tomada por moradores ou turistas das regiões noroeste e sudoeste do Estado, que compreende municípios como Franca, Ribeirão Preto, Assis e Marília. No total, são 455 cidades paulistas. O Ministério da Saúde revisa periodicamente a área de recomendação para o imunizante, considerando seus riscos e benefícios.

O imunizante deve ser aplicado dez dias antes da viagem para que possa fazer efeito. Se você vai viajar no dia 24, por exemplo, deve atualizar sua carteira de vacinação até o dia 14.

Já as pessoas que já moram em áreas de surto e vão viajar para centros urbanos também devem se preocupar para não acabar levando o vírus para outras cidades. “O ideal é que essa pessoa não viajasse, mas, se precisa, também tem que ter recebido a vacina com pelo menos dez dias de antecedência para proteger a população das áreas que não têm risco”, alertou Reinaldo de Menezes Martins.

O especialista também indica o uso de repelentes, que pode ajudar a prevenir, além da febre amarela, a zika, dengue e chikungunya. Já para saber se o município que você mora ou vai viajar está na área de recomendação da vacina.

Quem não pode tomar

A vacina contra febre amarela já está no calendário nacional de vacinação. Ela é oferecida para moradores de áreas de risco a partir dos nove meses de idade – podendo ser antecipada para os seis meses em caso de surto – e tem um reforço aos quatro anos de idade.

Apenas essas duas doses já são suficientes para proteger a pessoa para o resto da vida. No caso de quem toma a primeira após os cinco anos de idade, o reforço é dado depois de um intervalo de dez anos. Mas é preciso atenção: nem todo mundo pode receber o imunizante.

Segundo Dra. Helena Sato, a vacina é feita com vírus vivo atenuado, mais fraco, e por isso pode causar algumas reações adversas como febre, dores pelo corpo e dor de cabeça. O problema é que, em casos raros, a pessoa também pode acabar desenvolvendo a própria febre amarela.

Por conta disso, pessoas imunodeprimidas (idosos, portadores de HIV), que fazem uso de corticoides em doses elevadas (portadores de lúpus, pacientes com artrite reumatoide) e que estão sendo submetidas a transplante de medula ou órgão sólido não devem tomar a vacina. Pessoas com reação alérgica grave após ingestão de ovo também são contraindicadas porque o imunizante é feito em células embrionárias de galinha. Também não há indicação para menores de seis meses e as mães que estiverem amamentando bebês nesta faixa etária.

Para se proteger contra o vírus nestes casos, é essencial o uso de repelente. “Mas não é pra ‘baixar a guarda’. Precisa passar direitinho, repetidas vezes, seguindo a orientação do rótulo ou de um médico – principalmente nos casos das grávidas e crianças mais novas.”

Como acabar com a febre amarela

Reinaldo de Menezes explica que os surtos geralmente duram entre dois a três meses, perdendo mais força com a chegada dos meses mais frios do ano, já que a circulação dos mosquitos diminui. “Além disso, a vacinação está sendo intensificada nos lugares onde estão ocorrendo os casos, diminuindo o número de pessoas que ainda podem contrair o vírus.”

O especialista lembra, entretanto, que as doenças transmitidas por mosquitos são uma grande preocupação hoje em dia. “Ainda tem a zika, dengue e chikungunya. É preciso que se faça um esforço maior ainda do que já foi feito para que os mosquitos sejam controlados.”

A população deve estar sempre atenta à água parada que pode se acumular em plásticos, pneus, tanques descobertos e até vasos de plantas, favorecendo a reprodução desses insetos. Por outro lado, os governos também devem ter uma participação fazendo a limpeza adequada das cidades e removendo o lixo regularmente.

Em nota, o Ministério da Saúde afirmou que “tem intensificado as ações de controle vetorial da febre amarela e que não há risco iminente de reurbanização dessa doença no Brasil”.

Fonte: Saúde – iG

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29 de maio de 2014

Durante o outono, aumentam os casos de conjuntivite em até 20%. Queda de temperatura e umidade do ar são os principais fatores para a proliferação da doença.

Tipos de conjuntivite

  • Infecciosa (transmitida por vírus ou bactéria)
  • Alérgicas (geralmente ocorre nos dois olhos e em pessoas predispostas à alergia)
  • Tóxica (causada pelo contato direto com agentes tóxicos)

Sintomas

  • Ardência
  • Fotofobia (sensibilidade excessiva à luz)
  • Lacrimejamento

Prevenção

  • Evite contato com pessoas contaminadas, ambientes fechados e locais de muita aglomeração

Cuidados

  • Em caso de contaminação, separe objetos pessoais (toalhas, roupas de cama, maquiagem etc.)
  • Evite se automedicar, pois a conjuntivite pode esconder um problema maior
  • Evite banhos de banheira, piscina ou de mar
  • O tratamento incorreto pode causar alterações oculares, glaucoma e até perfuração ocular

Tratamento

  • Procure um médico especialista
  • Aplique compressas de água fria para atenuar a coceira e demais sintomas
  • Limpe a parte externa dos olhos com algodão molhado em água fervida, soro fisiológico ou água boricada
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29 de abril de 2014

Embutidos (salsicha, linguiça, mortadela, presunto e salame)
Possuem teor de gordura saturada elevado em relação à carne natural. Quando ingeridos em excesso, estimulam o aumento dos níveis de colesterol, o risco de desenvolver uma doença cardiovascular, além de causar alergias e problemas no estômago.

Biscoitos recheados
Além do excesso de açúcar, contêm muita gordura saturada, o que favorece o aumento do LDL (colesterol ruim) e a diminuição do HDL (considerado o colesterol bom).

Salgadinhos
Fonte de glutamato monossódico – sal sódico que cria um sabor mais encorpado ao produto, mas que, em excesso, pode causar hipertensão arterial.

Refrigerantes
As variações de cola, em especial, têm uma grande quantidade de fosfatos que, em excesso, provocam a liberação do cálcio e o consequente enfraquecimento dos ossos, facilitando a incidência de doenças como a osteoporose. Além de ser rica em açúcar, a bebida tem a capacidade de enganar os sistemas orgânicos relacionados ao controle das calorias ingeridas, apresentando íntima relação com o ganho excessivo de peso e a obesidade. Já os refrigerantes diet, além de todas essas substâncias, ainda contêm aspartame como adoçante. Sua metabolização gera metanol, substância tóxica para os neurônios que, em excesso, provoca degeneração neural e está relacionada a doenças como mal de Alzheimer.

Frituras
Proporcionam alterações químicas no óleo utilizado, deixando de ser uma fonte de gordura insaturada (no caso dos óleos vegetais), fundamental para nossa saúde, e dando lugar à gordura saturada que, em excesso, pode causar diversas doenças. Esse processo pode também promover a formação da gordura trans, que está diretamente relacionada ao aumento de doenças cardiovasculares e à piora do quadro de saúde de uma maneira geral.

Churrasco
A fumaça do carvão libera alcatrão e hidrocarbonetos policíclicos aromáticos, substâncias com alto potencial cancerígeno.

Fonte: http://www.superinteressante.com.br/

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23 de abril de 2014

Você sabia que ao beber uma lata de refrigerante, em apenas uma hora, seu organismo sofre mudanças que podem comprometer todo o funcionamento do corpo? Aumento do nível de açúcar e pressão sanguínea, além da dilatação da pupila, são apenas algumas das alterações.

  • 10 minutos
    10 colheres (chá) de açúcar atingiu seu corpo, 100% do total diário recomendado.
  • 20 minutos
    O nível de açúcar no sangue aumenta bastante, provocando uma corrente de insulina. O fígado responde transformando todo o açúcar que recebe em gordura, pois a quantidade é muita e não dá para usá-lo como fonte de energia.
  • 40 minutos
    A absorção de cafeína está completa. As pupilas se dilatam, a pressão sanguínea sobe, o fígado responde bombeando mais açúcar na corrente sanguínea. Os receptores de adenosina no cérebro são bloqueados para evitar tonturas.
  • 45 minutos
    O corpo aumenta a produção de dopamina, estimulando os centros de prazer do corpo. Fisicamente, funciona como a heroína.
  • 50 minutos
    O ácido fosfórico empurra cálcio, magnésio e zinco para o intestino, aumentando o metabolismo. Doses elevadas de açúcar e outros adoçantes aumentam a excreção de cálcio na urina, isso significa que seus ossos estão minando, uma das causas de osteoporose e cárie.
  • 60 minutos
    As propriedades diurética da cafeína entram em jogo. Agora é garantido que você vai eliminar mais cálcio, magnésio e zinco, minerais que os ossos precisam. Tudo o que estava na bebida será eliminado, mas não antes de também eliminar os elementos que o seu corpo necessita.

 

Fonte: http://www.dicassobresaude.com/

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16 de abril de 2014

Apenas dez minutos de alguma atividade física aeróbica, desde que feita com um pouco de intensidade, três vezes ao dia, é tão benéfico para a saúde quanto fazer meia hora de atividade física de uma vez  (a recomendação padrão dos médicos para sedentários em geral). Em alguns casos, esse exercício fracionado pode trazer até mais benefícios, segundo pesquisas recentes. A ideia dos trabalhos não é desestimular os praticantes de atividades físicas regulares e frequentadores de academia – muito pelo contrário, eles já estão bem encaminhados e não precisam de mais incentivos.

O objetivo dos médicos é conseguir ganhar a adesão dos sedentários convictos, daqueles que não têm tempo, recursos, disposição ou disciplina para se engajar numa rotina mais longa de exercícios, e que, na maioria das vezes, já estão com pressão alta e problemas cardiovasculares. Ao conseguir comprovar que com pequenas mudanças é possível reduzir seus problemas de saúde, os médicos podem fazer orientações mais adequadas e realistas para esse perfil de paciente – o consenso é que para ter efeito é preciso, ao menos, meia hora de atividade física. Ou seja, quem não consegue fazer pelo menos 30 minutos diários, se matricular numa academia ou mesmo colocar um tênis para caminhar na rua, pode fazer mudanças na rotina que já terão benefícios para a saúde.

Dez minutos é bem pouco e possível de se conseguir, estacionando o carro mais longe na hora de ir trabalhar ou de parar no supermercado; trocando o elevador e subindo as escadas; optando por ir até a padaria a pé, em vez de pegar o carro; levar o cachorro para dar uma volta no quarteirão, e até andar nos corredores do shopping. Enfim, as possibilidades na própria rotina, sem precisar se paramentar para ir a uma academia, são várias.  Ninguém vai virar atleta com isso, mas esse também não é muito o objetivo.

Fonte: http://www.estadao.com.br/

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